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Conforto automático

Opção de nova transmissão deixa o Marea de 2,45
litros mais agradável no trânsito pesado

Texto: Fabrício Samahá - Fotos: divulgação

Primeiro foram as quatro portas, depois o ar-condicionado e a direção assistida -- agora, é a transmissão automática que conquista cada vez mais os brasileiros. Atentas à tendência, várias marcas têm expandido a oferta desse tipo de câmbio, como ocorre neste segundo semestre com Scénic, Xsara, Astra e Marea.

O sedã e a perua da Fiat ficaram especialmente aptos ao câmbio automático depois de trocar o motor 2,0-litros, algo fraco em baixas rotações, pelo "torcudo" 2,45-litros de 160 cv. Isso porque, embora compense a falta de força com reduções de marcha, o automático torna-se fonte de desconforto quando as mudanças são muito frequentes -- que o digam donos de Honda Civic 1,6, por exemplo. Com torque abundante, como no atual Marea, tudo fica mais suave e agradável.


A caixa é a mesma do Vectra, mas com relações pouco diferentes e nova programação eletrônica. Os botões Sport e Ice, que não aparecem na foto ao lado, comandam os modos esportivo e suave. No painel, um indicador digital aponta a marcha e o programa selecionados

A caixa em si não é novidade: é a mesma do meio irmão, meio concorrente Vectra, uma Aisin japonesa com controle eletrônico e quatro marchas. As relações de marcha e diferencial, porém, são um pouco diferentes do carro da GM, assim como a programação eletrônica. Para alojar a nova alavanca o console de túnel foi redesenhado, ganhando -- em posição curiosa, bem atrás do câmbio -- os botões Ice e Sport, referentes aos programas especiais de funcionamento.

Ice (gelo) é o programa para saídas suaves, adequadas ao inverno europeu e à lama ou grama molhada no Brasil, enquanto a opção Sport estica as marchas até o regime de potência máxima, para melhor desempenho, e as retém por mais tempo quando se alivia a aceleração.

Pequena perda em desempenho, grande acréscimo de conforto no trânsito pesado. O opcional começa restrito à versão HLX, mas pode ser estendido facilmente à ELX se a demanda justificar

De resto, apenas um indicador de marcha no painel identifica este Marea: sequer foi inserido um logotipo a respeito na parte externa. Se as diferenças aos olhos são poucas, o pé esquerdo agradece a eliminação da embreagem, fator de conforto cada vez mais apreciado em vista do trânsito congestionado. Outra vantagem é o regime inferior à mesma velocidade em última marcha: a 120 km/h, por exemplo, a quarta produz 300 rpm a menos que a quinta do câmbio manual. Continua

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