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Homenagem às tradições

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Os tempos marcantes da Alfa Romeo parecem de volta com
o 8C Competizione, belo cupê com motor V8 de 450 cv

Texto: Marcelo Ramos - Fotos: divulgação
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Irretocáveis, é como se podem definir as linhas do 8C; vários elementos de Alfas do passado estão presentes

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O interior combina requinte e esportividade; o câmbio manual automatizado pode operar com cinco programas

Há automóveis que servem para alimentar a fantasia dos entusiastas. Carros de sonho, que são colocados em produção não para se tornar rentáveis, mas para ostentar notoriedade e a importância de seu fabricante.
 
Em 2003, com 93 anos desde sua fundação, a milanesa Alfa Romeo se via com um sério dilema. Uma das mais tradicionais fabricantes de automóveis da história, criadora de verdadeiros ícones do automobilismo nas décadas de 1920, 1930 e 1950, estava à beira de seu centenário sem um esportivo de peso. Modelos conceituais como o Proteo e o Novula não vingaram e seus desenhos ficaram defasados rápido demais. O conceito mais avançado até então era o belíssimo Brera do Salão de Genebra de 2002. Apesar de sua sofisticação e das belas formas, que dariam a orientação de estilo para os futuros modelos da marca, ainda era insuficiente para sacudir o cenário automotivo.
 
Além disso, o carro desenhado pela ItalDesign era apenas um estudo e a marca afirmava que não tinha a intenção de produzi-lo. O conceito tinha tração integral permanente, motor V8 de 400 cv do Maserati Coupe, portas no estilo tesoura e componentes mecânicos e estéticos inviáveis para produção. No entanto, o efeito que o Brera causou ergueu os ânimos do estúdio de estilo da Alfa, que passou a esboçar, sob o comando do alemão Wolfgang Egger, um superesportivo capaz de ofuscar o brilho de máquinas como seus primos ricos da Ferrari.
 
O carro deveria remeter a todo o passado de glória da fábrica, atravessar décadas de conquista com apenas um nome e oferecer um desenho belo e ousado, coisa que a Alfa sabe fazer como poucas. A apresentação do conceito seria no Salão de Frankfurt de 2003, no território de suas arqui-rivais da década de 1930, as alemãs Mercedes-Benz e Audi (à época, Auto Union).
 
Para reduzir custos e ganhar tempo, a plataforma e o conjunto mecânico foram emprestados pela Maserati, ficando a cargo da Alfa apenas a carroceria. Foram utilizadas linhas arredondadas, vincos e cortes abruptos para definir o desenho do automóvel. Mas os contornos suaves predominaram no conjunto e a carroceria ganhou um desenho atemporal, que não deverá envelhecer tão cedo.
 
O resultado foi impressionante. Baseado em um estilo minimalista, o cupê vinha com um capô longo, com um vinco triangular que culminava na tradicional grade da marca, e traseira bem curta. Lembrava muito os cupês da década de 1930, como 6C 2300 e o 8C 2900, assim como o Giulia ZT e o 33 Coupe. O nome homenageava o segundo modelo: 8C Competizione. Visto de frente, o conjunto ótico com desenho irregular triangular mantinha a sinergia com a grade central. As janelas laterais seguiam o estilo da carroceria, com formato elítico e sem janelas posteriores, como no conceito Brera.
 
No entanto, as lanternas marcavam uma ruptura no estilo da casa. Por muitos anos os carros da Alfa Romeo tinham como marca o desenho afilado das lanternas — ora retangulares, como no 164 e Spider, ora irregulares, casos de 156, 147 e Brera. No 8C elas vinham circulares, cravejadas de LEDs, para um resultado fantástico. Observado de perfil, mostrava as formas onduladas de sua linha de cintura, com a robustez reforçada pelo alto pára-lama posterior e o corte da traseira. Continua

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Data de publicação: 29/5/07

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