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Nunca houve um VW como esse

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A fábrica do "carro do povo" aposta em sedã de alto luxo
na guerra com as marcas mais prestigiadas do mundo

Texto: Thiago Mariz - Fotos: divulgação

Foi com o lendário Fusca que a Volkswagen AG ficou conhecida como a marca do "carro do povo". Como o significado de seu nome anuncia, a empresa alemã começou seus dias fazendo um automóvel barato e acessível, que acabou se proliferando pelo mundo inteiro. Sete décadas depois, ela almeja um novo consumidor ao apresentar, no 72°. Salão de Genebra, o grande e luxuoso sedã Phaeton. O modelo deixa claro: Mercedes-Benz Classe S, Audi A8 e BMW Série 7 que se cuidem.

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Um Volkswagen para enfrentar os melhores Mercedes e BMWs: parece irreal, mas
essas marcas também vieram -- ou virão -- competir em segmentos da VW

Não é exagero dizer que nunca houve um Volkswagen como esse. Embora seja um bom carro, o Passat não tem o prestígio e a "aura" que um Audi, um BMW ou mesmo um Lexus evocam. Mesmo compartilhando motores e elementos de acabamento, Audi e VW não se equiparavam quando o assunto era os modelos de topo. Agora tudo pode ser diferente. Com o Phaeton (pronuncia-se "fíton") a VW espera repartir o bolo dos mais ricos com um modelo que esbanja luxo e tecnologia.

São 5,05 metros de comprimento por 1,90 m de largura, com entreeixos de 2,81 m -- espaço de sobra, sobretudo para quem viaja atrás. Já o motor é um caso à parte. O primeiro é o VR6 de 3,2 litros, que desenvolve 241 cv de potência, o mesmo do Golf R32 e do novo Audi TT V6. O câmbio é manual de seis marchas, como nos melhores esportivos, ou o famoso Tiptronic de cinco velocidades.

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Cinco metros e 2,3 toneladas de muito luxo e refinamento técnico. A frente lembra a
do Passat; as lanternas traseiras mantêm o tema circular por dentro da forma tradicional

Em breve haverá uma versão turbodiesel, de 10 cilindros em V e 5,0 litros, que despejará 313 cv nas quatro rodas através da tração integral 4Motion -- o diesel mais potente do mundo em um carro de passeio. Conta com o câmbio Tiptronic de seis marchas, onde as mudanças podem ser feitas por "borboletas" instaladas na parte posterior do volante, como num Fórmula 1.

Mas a grande coqueluche é o motor de 12 cilindros em W (lançado no A8 da geração anterior) e 6,0 litros, com comando de válvulas de variação contínua para admissão e escapamento e lubrificação com cárter seco. Com nada menos que 420 cv de potência e 56,1 m.kgf de torque a 3.000 rpm -- com 1.900 giros já tem 90% da força disponível --, promete ser uma referência no segmento. São 6,1 segundos para quebrar a barreira dos 100 km/h levando os nada modestos 2.319 kg do veículo.

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O motor de 12 cilindros em W e 6,0 litros, estrela do Phaeton, transmite seus 420 cv
às quatro rodas de 18 pol, através do sistema de tração integral 4Motion

Na verdade trata-se de uma evolução do famoso VR6 -- neste caso, são dois motores V6 montados juntos, em 15°, ligados pelo virabrequim. Configuração inédita que se expressa em números, como os 250 km/h de velocidade máxima -- limitada, diga-se de passagem, por um acordo entre o governo alemão e alguns fabricantes. Sem o limite, em testes da própria fábrica o carro passou dos 300 km/h. Continua

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Data de publicação deste artigo: 10/12/02

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