Clique para ampliar a imagem Clique para ampliar a imagem

Pontiac: estilo aerodinâmico e interior com
inovações no Protosport 4 e no Sunfire

Entre a década de 1980 e a de 1990, a aerodinâmica norteou o desenvolvimento dos carros-conceito e, até certo ponto, dos modelos de produção. Um baixo coeficiente (Cx) era um dos principais alvos de todo fabricante, o que explica as formas suaves, fluidas, favoráveis à passagem pelo ar tanto nos estudos quanto nos carros de série daquele período.

Dois conceitos da Pontiac, divisão da General Motors nos Estados Unidos, exemplificam bem essa fase da indústria. O Protosport 4 apareceu em 1991 com a proposta de um grande sedã esportivo. Com base na plataforma F de tração traseira, que atendia ao Chevrolet Camaro e ao Pontiac Firebird, o estudo trazia uma carroceria de linhas arredondadas com soluções incomuns como as portas, que se abriam para frente e para cima, no caso das dianteiras, ou para trás e para cima como lâminas de tesoura, no caso das traseiras. Como não havia coluna central, era amplo o acesso ao interior.

Faróis de perfil muito baixo (combinando com as lanternas posteriores) e um mínimo de tomadas de ar apontam o cuidado com a aerodinâmica. Também interessante é como os vidros laterais invadiam o teto, sobretudo na parte traseira, deixando a área de chapa com a forma de um "V" que terminava em uma coluna central.

Por dentro do Protosport 4 havia quatro bancos individuais, separados por um alto console, e um conjunto painel-volante com inspiração em aeronaves. O quadro de instrumentos digital estava montado longe do motorista, a fim de facilitar a leitura ao dirigir, e o que seria o retrovisor interno era, na verdade, uma tela de cristal líquido com imagens captadas pela câmera na traseira. Em uma época em que não se usavam  bolsas infláveis nem nas laterais dianteiras, a Pontiac já previa o aparato saindo do teto para proteger os passageiros do banco de trás.

Apesar da plataforma dos antigos cupês da GM, o Protosport 4 usava um motor V8 moderno: o Northstar de 4,0 litros e 250 cv que a divisão Cadillac colocaria no Allanté no ano seguinte, com câmbio automático de quatro marchas. Requinte técnico era a direção que atuava também nas rodas traseiras de 20 pol (dianteiras, 19 pol).

Clique para ampliar a imagem

Clique para ampliar a imagem

Clique para ampliar a imagem

Clique para ampliar a imagem Clique para ampliar a imagem

Clique para ampliar a imagem Clique para ampliar a imagem

Da mesma época é o conceito Sunfire, nome que a Pontiac usaria de 1994 em diante em um carro médio. Bem mais compacto que o Protosport 4, esse modelo de 1990 sugeria um quatro-portas de 2+2 lugares com a elegância de um cupê, sendo as portas traseiras articuladas atrás e muito menores que as dianteiras. Com todas elas abertas, o acesso era amplo. Não havia maçanetas para não prejudicar a aerodinâmica e a linha esportiva, acentuada pelo teto preto. A carroceria usava painéis de fibra de carbono.

A frente reinterpretava o clássico estilo de grade dupla da marca, mas sem os faróis de xenônio: com dimensões mínimas, eles vinham logo abaixo do para-brisa. O interior mostrava recursos como projeção de informações no para-brisa e volante com numerosos comandos no centro. Movido por um quatro-cilindros de 2,0 litros e 16 válvulas com 190 cv, esse Pontiac usava caixa automática de cinco marchas e suspensão independente nas quatro rodas, que tinham aro de 20 pol na frente e 21 atrás.

Clique para ampliar a imagem

Clique para ampliar a imagem Clique para ampliar a imagem

Texto: Fabrício Samahá - Fotos: divulgação

Supercarros - Página principal - Escreva-nos - Envie por e-mail

Data de publicação: 11/6/11

© Copyright - Best Cars Web Site - Todos os direitos reservados