Clique para ampliar a imagem Clique para ampliar a imagem

Chrysler: os estudos de Exner com
ideias avançadas de estilo e de mecânica

Nos 12 anos de trabalho para a Chrysler, o projetista norte-americano Virgil Exner desenhou vários interessantes carros-conceito para a empresa, parte deles desenvolvida em parceria com o estúdio Ghia de Turim, na Itália. Se na primeira metade da década de 1950 esses projetos tinham linhas arredondadas e harmoniosas, nos anos seguintes eles ganharam formas imponentes, marcantes, dentro do padrão Forward Look (visual avançado) que a Chrysler vinha incorporando a seus modelos de produção.

A nova tendência levou a conceitos como os mostrados aqui. O conversível Flight Sweep I, acima, e o cupê hardtop Flight Sweep II, ao lado, foram apresentados ao público em 1955 e apareceram no ano seguinte no Salão de Chicago. Na frente e atrás, as pontas dos para-lamas eram protuberantes para criar a sensação de velocidade, enquanto a tampa de porta-malas ostentava um estepe inclinado. O para-brisa era bastante inclinado (a 56 graus na região central) e envolvente, assim como o vidro traseiro do cupê; mesmo as janelas laterais eram curvas, fato incomum na época. Com quatro lugares, os modelos mediam 5,25 metros de comprimento e apenas 1,36 m de altura. A Chrysler anunciava o uso de motor Hemi V8 com caixa automática PowerFlite, freios e direção com assistência e controles elétricos de vidros.

Clique para ampliar a imagem

Texto: Fabrício Samahá
Fotos: divulgação

Clique para ampliar a imagem Clique para ampliar a imagem

Outro conceito da época surgiu com o nome Dart, em 1956, com base no chassi de um Imperial 1956. De início era um cupê de quatro lugares (ao lado) com linhas fluidas, frente afilada e aletas nos para-lamas traseiros. Faróis e grade vinham dentro de uma moldura ovalada que tinha continuidade nas laterais e na traseira, encobrindo até parte das rodas dianteiras. O motor V8 de 392 pol³ (6,45 litros) e três carburadores duplos fornecia potência bruta de 375 cv e a caixa automática era comandada por botões. Como já aconteceu com outros conceitos, o Dart teve uma segunda vida com outro nome. O Diablo (acima e abaixo) alterava a carroceria para conversível e mudava de cor para um ar mais chamativo na temporada de salões de 1957. Em 2008 a RM Auctions obteve oferta de US$ 1,2 milhão pelo exemplar único em um leilão, mas o valor não foi aceito e a venda não se concretizou.

Clique para ampliar a imagem
Clique para ampliar a imagem Clique para ampliar a imagem Clique para ampliar a imagem
Clique para ampliar a imagem Clique para ampliar a imagem

Ainda mais ousado que os demais, o Turboflite expôs seu curioso desenho em 1961. Entre os detalhes mais peculiares estavam a seção frontal estreita, que deixava as rodas dianteiras à vista quando olhado de frente, e a capota de vidro escuro integrada ao para-brisa e aos vidros laterais, que se abria junto das portas para o acesso dos ocupantes. Na traseira, o aerofólio alto e em destaque, com luzes de freio nas extremidades, serviria de inspiração para o do Dodge Charger Daytona da categoria Nascar em 1969. O interior trazia quatro bancos individuais com estrutura de alumínio e painel com iluminação eletroluminescente. Como o nome sugere, o Turboflite adotava propulsão por turbina, tecnologia em que a Chrysler investiu muito na época (saiba mais).

 

Supercarros - Página principal - Escreva-nos - Envie por e-mail

Data de publicação: 20/3/10

© Copyright - Best Cars Web Site - Todos os direitos reservados